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• A chegada do irmãozinho - A barriga cresce e o colo desaparece?!

  Muitos casais apresentam uma série de dúvidas quando o assunto é ter o "segundo filho" independente de uma gestação planejada ou não. Estas dúvidas geram ansiedades e preocupações principalmente quanto aos sentimentos do filho primogênito.

  Não raro, recebo em meu consultório gestantes preocupadas com o que está por vir, mudanças na rotina que na maioria das vezes já está bem estabelecida com o filho mais velho.
Se questionam: Como dar conta de dois filhos pequenos? Como o filho mais velho vai ficar, pode se sentir rejeitado ou menos amado?
  Por mais que a criança solicite um irmãozinho aos pais, ela só vai começar a entrar em contato com as mudanças envolvidas quando a mãe estiver grávida.
  O que acontece é que a barriga cresce e aos poucos o colo diminui, não é mais o mesmo, pois a disponibilidade física da mãe tende a mudar com a evolução da gestação, os preparativos para a chegada do irmãozinho, os dias em que a mãe fica na maternidade (se o parto não for domiciliar)…tudo isso é novidade para a criança e traz mudanças significativas para sua vida.

  A criança da família grávida precisa de atenção especial nesta fase, deve ser ouvida e acolhida principalmente quando manifestar a insegurança de perder seu lugar no coração dos pais.
  Ela poderá vivenciar os mais variados sentimentos como curiosidade, raiva, medo de perder o amor dos pais, contentamento, ciúmes…É comum que apresentem dúvidas nestas situações que são alimentadas por fantasias muito comuns em crianças pequenas: Será que vou continuar sendo amado? Se me amam tanto, porque querem outro filho? Será que vão me abandonar?
  Cabe aos pais conversar e esclarecer as dúvidas do filho com um vocabulário adequado para a sua idade, lhe contando que um irmãozinho está chegando e que ele continuará sendo amado, permitindo que a criança expresse seus sentimentos para que aos poucos consiga lidar com o temor da perda do amor dos pais e aprenda a dividir o que teve até então somente para si.

  Elas podem também imaginar coisas boas, ganhos que podem ter com a chegada do irmão, mas para que os pensamentos bons tenham seu espaço é importante o incentivo dos pais, dizendo coisas boas que poderão acontecer na vida do filho e da família.
  É bastante comum que durante esta fase (gestação e pós-parto) alguns comportamentos mais regredidos se manifestem como voltar a solicitar a chupeta ou mamadeira, solicitar mais atenção da mãe, falar como criancinha e até mesmo querer mamar no seio da mãe, tudo isso para se certificar de que ainda tem a atenção dos pais e é importante para eles tanto quanto o irmão mais novo.
  É bastante positivo que a criança possa manifestar sentimentos contraditórios como raiva e ciúmes e que seja acolhida pelo ambiente, a criança pequena ainda não possui recursos internos para nomear seus sentimentos e não tem clareza da situação que se apresenta, cabe ao adulto nomear os sentimentos para ela, e com carinho e paciência lhe dizer que a compreende. Fingir estar feliz com a chegada do bebê somente para agradar os pais, traz ainda mais insegurança, suas ansiedades e descontentamentos podem favorecer ou prolongar situações como pesadelos, irritabilidade, sono agitado, regressões, enurese, falta de apetite, entre outros…

  A medida que a criança se sente compreendida e percebe que continua sendo amada e importante para seus pais, estes comportamentos tendem a diminuir e ela passa a sentir-se mais segura, percebendo aos poucos que muitas coisas mudaram mas que seu lugar está garantido.

  Após o nascimento do bebê, é natural que a mãe fique mais voltada para as necessidades do recém-nascido que demanda muitos  cuidados e atenção, nesta fase a atenção do pai e de familiares próximos como avós são importantes para que o filho mais velho se sinta acolhido e amado, além de representarem outras fontes de afeto.

  • Maria Elisangela Nunes Carneiro é Psicóloga – CRP 06/98989, com formação em Psicologia da Maternidade, Psicologia Perinatal e Aleitamento Materno. Atende em consultório particular adultos, adolescentes, crianças, gestantes e casais grávidos e orientação a pais. Ministra palestras e cursos voltados aos temas Parentalidade e Cuidados com a Infância.

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