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• Amor e Limites podem e devem andar juntos

Uma das maiores dificuldades em educar um filho é dosar o que a criança pode e não pode fazer. E esse "poder e não poder" está atrelado a uma série de questões internas e externas presentes no ambiente familiar e social.

A história de vida dos pais influencia diretamente em como estes percebem a importância do limite para a criança, a família e sociedade. Os pais trazem consigo vivências importantes de sua infância e que ditam muito de seu comportamento com seus filhos. É muito comum ouvir pais falarem que darão aos seus filhos TUDO o que não tiveram, e aí pode começar uma grande confusão de sentimentos.

Primeiro porque estamos falando de SENTIMENTOS dos pais, dar ao filho TUDO o que não tiveram não é necessariamente o que o filho (que é DIFERENTE DOS PAIS) precisa; É importante que os pais consigam separar o que é seu e o que é de seus filhos.

O TUDO muitas vezes significa "não frustrar", "não deixar faltar" e isso é impossível e prejudicial. Impossível porque não podemos dar TUDO a alguém, este pensamento só contribui para que a cada insatisfação dos filhos os pais se sintam  impotentes e culpados. E prejudicial porque doses de falta e frustração no decorrer da vida nos ajuda a amadurecer de forma saudável e a entender que não teremos tudo o que queremos, pensamento que nos prepara para viver em sociedade e respeitar o outro.

Para que a criança possa perceber que há um “limite” ela precisa da ajuda do ambiente, ambiente este formado pela mãe, pai e outros adultos que participam da educação da criança e que possam ajudá-la rumo ao desenvolvimento.
Mas esta situação não é tão simples para a maioria dos pais, e o sentimento que mais atrapalha esta jornada é a culpa.

É bastante comum vermos pais cederem a cada desejo de seus filhos, atendendo-os prontamente, querendo a qualquer custo poupa-los da frustração e da raiva, na maioria das vezes porque não teem disponibilidade para conviver com os filhos o quando gostariam e aí para compensar esta falta anulam o limite. Esse tipo de atitude dá a criança uma sensação de poder e satisfação temporária e que dura até que a próxima vontade se manifeste.

Amor e limite são coisas bem diferentes mas que devem caminhar juntas. A criança precisa de limites desde muito cedo, dar limites, na maioria das vezes, protege a criança e a norteia, pois ela ainda não tem recursos internos e maturidade para decidir o que é melhor para si.
A cada fase na vida da criança o limite é encarado de uma forma diferente,  uma criança de 1 ano não entende o limite da mesma forma que uma criança de 3 anos ou uma de 5 anos, a criança de 1 ano age por impulso em busca do que lhe dá prazer e evita o desprazer, assim ela quer fazer tudo o que lhe vem a mente, com o passar do tempo ela percebe que nem sempre seu comportamento é aceito pelo mundo externo e acarreta em conseqüências para ela. Desta forma, pouco a pouco é construído o “filtro” que balanceia a fantasia (posso tudo que quero) e a realidade. Até 2 ou 3 anos a noção de proibido ainda não faz muito sentido e é necessário paciência e insistência por parte dos pais para que a criança pouco a pouco internalize o que pode e o que não pode fazer.

É importante que os pais possam pensar a respeito, e sempre usar o bom senso, o limite quando necessário é uma forma de proteger a criança, educá-la e prepará-la para a vida que sem dúvida, em algum momento, apresentará frustrações e dificuldades.

Maria Elisangela Nunes Carneiro é Psicóloga – CRP 06/98989, com formação em Psicologia da Maternidade, Psicologia Perinatal e Aleitamento Materno. Atende em consultório particular adultos, adolescentes, crianças, gestantes e orientação a pais. Ministra palestras e cursos voltados aos temas Prentalidade e Cuidados com a Infância.
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